Essa semana aconteceu um fato muito intrigante na escola em que eu trabalho:
Lá temos teclados de computador, mouses, para as crianças brincarem e eles adoram sentar e dizer que estão trabalhando no escritório. Um dia desses, uma professora levou uma máquina de escrever muito antiga e as crianças ficaram fascinadas, todas queriam bater nas teclas e ouvir o barulho, até que uma delas fez uma pergunta muito interessante: "mas cadê o lugar que aparece o que escrevemos?" (lembrei do último seminário em que falamos sobre os avanços tecnológicos). Colocamos um papel e mostramos como fazia.
Nesse mesmo dia um menino trouxe um cartão postal que seu pai o enviou de Nova Iorque. O pai estava viajando há um tempo e o menino falava muito nisso.
Na hora dos cantos de brincadeira, colocamos a máquina de escrever para eles brincarem. Esse menino se sentou e disse: "Vou escrever um cartão para o meu pai!" . Começou a ditar e ao mesmo teclar nas máquina. Para cada sílaba ele teclava uma letra, o que é muito elaborada, já que ele só tem 3 anos! Enquanto ele ditava eu peguei um papel e fui escrevendo o que ele falava. Não tenho mais esse registro mas ele dizia mais ou menos assim: "Papai, aqui está tudo bem, eu estou bem. Agora eu estou na escola. Estou com muita saudades, volta logo de Nova Iorque. Um beijo, G.". Depois de escrever ele ainda quis colocar um selo, já que no cartão tinha um. Quis também fazer um desenho pois havia também uma foto de Nova Iorque. Ele levou o cartão para casa e deu para babá enviar ao pai.
Achei muito interessante essa cena pela elaboração da escrita, tanto na correspondência da letra teclada com a sílaba falada como no conteúdo. Ele realmente redigiu um cartão com todos os elementos necessários.
Realmente é o início do processo de escrita!
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2 comentários:
Irene, é realmente muito interessante. Minha filha sentiu-se muito estimulada a escrever quando era muito pequena porque ela podia usar a máquina de escrever que usávamos à época. Creio que uma ferramenta como essa (e também o computador) estimula muito a aprendizagem da criança. Tenho umas hipóteses teóricas para isso. Depois a gente se fala.
Beijo, Márcia.
Gostei muito do seu relato! As crianças não param de nos surpreender, né!
Beijos.
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